Hoje realizámos mais experiências relacionadas com o ar.
Já sabemos que o ar existe, apesar de não o vermos, podemos sentir os seus efeitos.
Com 3 experiências procurámos responder à questão: " Quem apagou a vela ?".
Experiência I
Depois de acendermos a vela, colocámos sobre ela um copo invertido e observámos o que iria acontecer. A vela, algum tempo depois, apagou-se.
Com esta experiência compreendemos que o ar é uma mistura de gases. para a vela arder é necessário que exista oxigénio, ocorrendo, assim, uma combustão. Quando se colocou o copo na vela, esta apagou-se ao fim de algum tempo, porque se consumiu o oxigénio do ar presente no copo. Os gases que ficaram no copo, entre outros o monóxido de carbono, não permitem a combustão.
Falámos que quando ocorre um pequeno incêndio devemos abafá-lo com uma manta para o apagar.
Falámos ainda dos perigos das braseiras e aquecedores acesos numa sala ou quarto fechados.
Experiência II
Procedemos da mesma maneira da experiência I mas agora usámos dois copos, um grande e um mais pequeno. Verificámos que a vela que estava no copo mais pequeno se apagou mais rapidamente do que a que estava no copo grande. isto aconteceu porque o ar do copo maior contém mais oxigénio.
Experiência III
Desta vez colocámos água corada numa tina onde estava a vela acesa.
Observámos que, passado algum tempo, a vela apagou-se e a água entrou e "subiu" dentro do copo. Concluímos que a água foi ocupar o espaço ocupado pelo oxigénio.
Na experiência IVformámos um gás. Juntámos bicarbonato de sódio ao vinagre dentro de uma garrafa tapada com um balão. Verificámos que o balão começou a encher com um gás.
Compreendemos que o bicarbonato de sódio ao reagir com o vinagre formou dióxido de carbono que encheu a garrafa e o balão.
Falámos que o dióxido de carbono está presente nos sumos com gás e que é libertado quando os agitamos e abrimos a tampa.
Depois de ao longo deste mês termos conversado várias vezes sobre o que é um cidadão e o que é a cidadania,a partir de uma lista de frases, selecionámos aquelas que correspondiam a um cidadão responsável. Depois escrevemo-las num cartaz e ilustrámos.
Hoje terminámos as experiências sobre os factores que influenciam a sombra de um objecto.
Na terceira actividade procurámos responder à pergunta: “O que acontece à sombra se variar a posição da fonte luminosa em redor do objecto?”
Executámos a experiência e verificámos que: - a lanterna, na posição vertical não produziu nenhuma sombra, - à medida que deslocámos a lanterna numa posição oblíqua em relação ao objecto, foi produzida uma sombra no lado oposto e esta tornou-se cada vez maior. - na posição horizontal em relação ao objecto, formou-se um sombra no lado oposto e o seu comprimento foi o maior.
Podemos então concluir que quando se altera a posição da fonte luminosa, a posição e o comprimento da sombra também se altera.
Lembrámo-nos que é isto que acontece na Natureza, quando o Sol, à medida que a Terra se desloca, produz sombras de objectos de comprimentos e posições diferentes.
Um exemplo de que falámos foi o do relógio de Sol, em que a partir da sombra que um ponteiro produz, podemos saber mais ou menos as horas.
Na Vila do Mato, existe um relógio de Sol colocado num muro.
Hoje falámos sobre o que é gostar de alguém e do tamanho desse gostar. Uns meninos acham que é fácil dizer aos outros que gostamos deles, mas outros dizem que é muito difícil, que têm que escrever e desenhar em "bilhetinhos" para depois os entregar. O professor contou-nos a história "Adivinha quanto eu gosto de ti", de Sam McBratney e vimos um pequeno filme.
Depois ouvimos e cantámos a canção do André Sardet "Adivinha quanto gosto de ti".
Em grupo, uns transformaram o poema da canção num texto em prosa e outros transformaram o texto da história em poesia.
Fica aqui o que fizemos.
Gosto muito de ti Desde a Lua até aqui Do tamanho dos meus braços Dou-te muitos abraços.
A lebre saltou muito alto Em cima do jardim Com esse saltão Mostrou quanto gostava de mim.
Leonardo, Inês, Mariana, Fábio Dias
Sabes quanto gosto de ti? Dizia a lebre grande Gosto de ti Como daqui até ali.
A lebre grande saltou Para dizer o quanto a amava A pequena lebre olhou Enquanto ela brincava.
Eu também gosto de ti Como daqui até à Lua E da Lua até aqui Ficaremos sempre juntos, aqui, nesta rua.
Rafaela, Daniel, Patrícia
Gosto muito de ti Do tamnaho de um salto Desde aqui até ali Foi um salto muito alto.
Lebre, lebrezinha, gosto tanto de ti Como a flor que tenho na minha mão Igual aquela ali Com cheiro a limão.
És tão amiguinha e tão bonita Da cor da avelã És muito alta E fofa como a lã.
Desde aqui até à Lua Eu gosto de ti Quando estou contigo aqui Bem juntinhos nesta rua.
Cristiana, Pedro, Joel
Eu gosto muito da Sara porque ela é minha amiga. Eu queria cantar-lhe uma canção para lhe dizer o quanto eu gosto dela, porque não sabia como lhe dizer. Quando ia a casa dela, ela fechava-me a porta na cara e não olhava para mim. Um dia enchi-me de coragem, cantei-lhe uma canção e disse-lhe que gostava dela desde aqui até à Lua. Ela, para me agradecer, deu-me um beijo e eu fiquei feliz.
Jessica, Carolina, Gonçalo
Era uma vez um menino que se apaixonou por uma menina, mas não sabia como lhe dizer. Pensou: “ Vou dar-lhe uma flor com um bilhete, mas não sei o que vou escrever”. O menino estava com as pernas a tremer porque tinha medo da resposta que a menina lhe ia dar. - Tenho que me decidir como lhe hei-de contar! Então, um dia, parou à porta dela, mas ela nem olhou para ele quando lhe disse que gostava dela. No outro dia, o menino ganhou coragem e disse-lhe que gostava dela como dali até à Lua.
Ana Rita, Bruno, Hugo, Diogo
Era uma vez um menino que queria dizer a uma amiga que gostava dela, mas tinha vergonha. Ele queria escrever-lhe uma carta, mas não sabia bem o que lhe havia de dizer. O menino, um dia, resolveu construir um avião de papel azul com uma carta escrita lá dentro. A menina abriu o avião e leu que o menino gostava dela como dali até à Lua.
Eram 3 horas da tarde quando a neve começou a cair com alguma intensidade. Foram apenas alguns minutos, mas os suficientes para professores e alunos virem à janela observar este fenómeno que tão raras vezes acontece na nossa localidade.
Com a pesquisa que alguns alunos fizeram na Internet e na Biblioteca sobre a vida do escritor António Mota, autor do livro que andamos a ler "As andanças do Senhor Fortes", organizámos a informação e construímos uma pequena biografia.
António Mota nasceu no dia 16 de Julho de 1957, em Vilarelhe - Ovil, concelho de Baião, distrito do Porto.
Aos 7 anos ajudava o pai, que era sapataeiro, a construir sapatos e chancas.
Gostava de ouvir música clássica no rádio e de ler os livros que a carrinha da Biblioteca Itinerante trazia.
Tinha a tarefa de guardar as cabras mas era mau pastor porque as deixava fugir.
Estudou para ser professor do 1º ciclo tendo concluído o curso em 1975. Foi professor na escola que frequentou em criança.
Em 1979 escreveu o seu primeiro livro "A aldeia das Flores".
No dia 12 lemos um excerto da história da "Vendedora de fósforos", de Hans Christian Andersen. A história não tinha acabado e o professor pediu que imaginassemos o que iria acontecer. Ficam aqui a continuação da história que alguns meninos escreveram.
O frio aumentava cada vez mais…
A menina estava encostada entre duas casa porque ali não estava tanto frio. Ela ficou ali até ser dia. De manhã, uma senhora encontrou-a e levou-a para sua casa. A menina foi até à lareira aquecer-se. A senhora comprou-lhe fósforos e deu-lhe uns sapatos novos. A menina ficou contente e foi para casa, com o dinheiro no bolso do avental, mostrar ao pai. O pai não lhe ralhou e com aquele dinheiro mandou arranjar a casa e não foi preciso ir vender mais fósforos.
Daniel
…e depois começou a nevar. A menina chorava. Ela queria ir para casa mas tinha medo do pai. Então teve uma ideia: ia parar em todas as casas da rua e dizer a todos para comprarem fósforos que assim aqueceriam melhor as suas casas. Assim fez e conseguiu muito dinheiro para levar para casa. Quando chegou a casa, viu que o pai estava a dormir. Acordou-o e disse-lhe que já tinha dinheiro; ele ficou muito orgulhoso pela filha. No dia seguinte foram à feira e compraram comida, casacos quentes e sapatos. Com o dinheiro que sobrou compraram outra casa melhor. A menina e o pai arranjaram trabalho e viveram felizes.
Inês
…e a menina continuava cheinha de frio. No chão estava uma, pegou nela e agasalhou-se. No dia seguinte, a menina acordou e que já havia pessoas naquela rua. Estavam contentes e bem agasalhadas. Ela pôs-se a pensar numa maneira de vender os fósforos. Pensou, pensou até que teve uma ideia. Tirou a manta, dobrou-se e estendeu-a no meio da rua. Colocou os fósforos em cima e começou a cantar. As pessoas paravam e compravam os fósforos. Quando chegou a casa e mostrou o dinheiro ao pai ficaram contentes e viveram felizes para sempre.
Pedro
Como estava cheia de frio, a menina acendeu alguns fósforos para fazer uma fogueira com alguma lenha que estava ali perto. O pai ficou preocupado e foi à procura da menina na cidade. Encontrou-a quase gelada. As pessoas vieram á janela e ficaram tristes por causa dela. Então deram-lhe tudo o que a menina precisava: dinheiro, comida e roupa. Nunca mais teve de vender fósforos e ela e o pai estiveram sempre quentes.
Hugo
A menina continuava a andar, a andar até que foi dar a sua casa, mas voltou para trás com medo. O pai, em casa, ficou preocupadíssimo a pensar que ela podia ter sido raptada ou ter-se perdido. Ele resolveu sair de casa para ir procurá-la. A menina, por sorte, escondeu-se entre três pedras ao alto que pareciam uma cabana. O pai quando a encontrou ficou muito contente e a menina disse-lhe que tinha tido medo de ir para casa porque não tinha vendido nenhum fósforo e o pai podia bater-lhe. O pai disse-lhe que a culpa não era dela, as pessoas é que não queriam comprar fósforos. Os dois abraçaram-se.
Mariana
Hoje, 14 de Janeiro, o professor mostrou-nos um filme de animação com esta história.
No dia 7 de Janeiro, em Matemática, aprendemos os "Minós". Depois do professor explicar o que eram estas figuras, fizemos uma investigação com os hexaminós.
Na primeira tarefa, começámos por construir, individualmente, o maior número de hexaminós que conseguimos; depois juntámo-nos em pequenos grupos e fomos verificar todos os hexaminós diferentes que cada um tinha construído. Copiámos então para uma folha todos os que eram diferentes.
A segunda tarefa proposta pelo professor foi verificar quais eram os hexaminós que podiam ser planificações do cubo. Assinalámos-os na folha com X. Em alguns casos, para termos a certeza, tivemos que os construir.
No dia 9 de Janeiro, depois do professor ter seleccionado alguns dos hexaminós fomos investigar a sua área e o seu perímetro.
Concluímos que a área mantinha sempre o mesmo valor, mas o perímetro variava.
Nas próximas semanas iremos ler e trabalhar um novo livro do Plano Nacional de Leitura - PNL. Começámos por explorar a sua capa e contra-capa, registando a "ficha técnica":
Título - "As andanças do Senhor Fortes"
Autor - António Mota
Ilustrador - Teresa Lima Editora - Gailivro Ano de publicação - 2004
Depois fomos escrever o que imaginavamos que seria a história, a partir da observação da capa. Ficam aqui registados alguns desses textos.
Era uma vez um senhor que se chamava Fortes. Um dia, nas suas andanças, foi a uma loja e viu umas ovelhas. Comprou-as, levou-as para casa e pô-las na loja. O cabrito que já lá estava ficou agitado quando viu o rebanho. O cabrito começou aos saltos e assustou as ovelhas. O senhor foi à loja e viu tudo em pantanas. Fez com que o cabrito parasse e começou a ser amigo das ovelhas.O senhor Fortes andava muito mas um dia cansou-se. Como ele adorava andar nas suas andanças, teve uma ideia: levar uma ovelha consigo e quando estava cansado punha-se em cima dela e assim já podia descanasr um pouco.
Inês
Eu acho que o senhor Fortes, quando ia nas suas andanças, passou por uma loja de malas, achou uma muito bonita e resolveu comprá-la. Ao sair da loja viu um rebanho de ovelhas e uma delas era diferente porque era castanha e ia no caminho a dançar.
Leonardo
Era uma vez um senhor que se chamava Fortes. O senhor Fortes quando ia sair de casa para o trabalho encontrou uma rebanho de ovelhas e viu que uma ovelha preta andava a dançar. Quando ele voltou das suas andanças, à noite, a ovelha ainda estava a dançar.
David
Era uma vez um senhor que estava em casa quando viu que estava a entrar um rebanho de ovelhas em sua cas. Ele ficou aflito porque lhe iam estragar tudo. Então decidiu ir atrás delas para as pôr na loja.
Rafaela
Era uma vez uma ovelha diferente das outras. O senhor Fortes andava sempre com ela para o veterinário para saber o que lhe tinha acontecido, pois tinha saído da barriga da mesma mãe. O veterinário disse-lhe que pensava que tinha sido um espermatozóide diferente dos outros e por isso ela era diferente.
Gonçalo
Era uma vez um senhor que tinha muitas ovelhas. Ele era pobre e por isso teve que viajar de avião para ver se arranjava alguém que as quisesse comprar para ter ficar com dinheiro. Ele teve que viajar para uma terra muito longe e quando lá chegou arranjou uma pessoa que as queria comprar. As ovelhas também foram de avião e assim o senhor conseguiu ganhar o dinheiro.
Joel
Era uma vez um senhor que ia a sair de sua casa mas as ovelhas tapavam-lhe o caminho. O senhor chamou o senhor Fortes para o ajudar a sair daquela confusão porque a vaca que comandava as ovelhas era muito má e podia matá-lo.
A todos desejamos um Bom Ano de 2009. Neste novo ano vamos continuar a trabalhar e a estudar para atingirmos os nossos objectivos, mas também a brincar, a rir, a sermos amigos uns dos outros e tentar sermos felizes.